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Yamaha XTZ 150 Crosser ED 2016

A Yamaha demorou para combater a Honda entre as utilitárias de 150 cc, mas a espera parece ter valido a pena: a street Fazer 150 já aparece aos montes em São Paulo, e agora a pequena trail Crosser 150 tem tudo para seguir o sucesso da irmã. Uma motinho urbana moderna, com design bacana, motor valente e econômico, ótima ergonomia e ainda uma suspensão na medida para as condições precárias do nosso asfalto.

Para começar, temos o estilo. A Crosser exibe a imponência que se espera de uma trail, aliada a traços que fogem um pouco do convencional da categoria. Como destaques podemos citar o para-lama superior dianteiro vazado, como se fosse um gancho, e a traseira com um grande suporte para colocação de bagagens – ou futura instalação de baú. O tanque também é vistoso, com falsas tomadas de ar laterais que dão um aspecto esportivo à moto. Outra coisa legal é o tanque todo carenado, de forma que se você levar um “rola” pode apenas substituir as partes plásticas, sem necessidade de trocar o tanque de metal.

No mais, a Yamaha parece ter aprendido com os erros da Ténéré 250 e criou uma rabeta bonita, que lembra a da Honda XRE 300, com a lanterna delgada e apoios para o garupa na cor prata, bem destacados. Por fim, a marca adotou piscas brancos, de aparência mais sofisticada que os laranjas da irmã de maior cilindrada.

Além do visual, também apreciamos a qualidade e tato dos componentes, sem falar na montagem cuidadosa. De fato, não parece uma moto “de entrada”, com comandos agradáveis e boa apresentação geral. A impressão positiva se completa com o painel bastante completo: traz conta-giros analógico em destaque e velocímetro digital, além do medidor de combustível, hodômetro total/parcial e até um indicador de marcha, sem falar na bonita iluminação vermelha. Em compensação, a iluminação do farol é apenas razoável e não há lampejador de facho alto.

Mesmo sendo a moto avaliada na cor branca, que considero a cor mais “coxinha” das oferecidas para a Crosser (há um cinza escuro bem bonito e um laranja bem chamativo), não faltaram olhares de admiração e as tradicionais perguntas de semáforo fechado. “Aí sim, finalmente a Yamaha se mexeu”, disse o dono de uma CG 125, que ainda perguntou se a Crosser arrancava bem. Como resposta, fiz questão de mostrar que ela pula fácil na frente das 125 que saíram no sinal verde, mesmo sem “enrolar o cabo”. A Yamaha declara que seu novo motor de exatas 149,3 cc entrega 12,2/12,4 cv de potência a 7.500 rpm e torque de 1,28/1,29 kgfm a 6.000 rpm, mas diz que esses valores são medidos na roda, enquanto a concorrente declara no propulsor.

De fato, a pilotagem somente com o condutor é bastante agradável. O motorzinho monocilíndrico é silencioso e gira macio, sem gerar vibrações incômodas mesmo em altas rotações. Para ajudar, o câmbio de cinco marchas revela engates precisos e macios, até surpreendentes em se tratando de uma Yamaha de baixa cilindrada – bem mais suaves que os da Ténéré 250, por exemplo.

Aliás, gostei mais da Crosser do que da Ténéré na cidade: suspensão mais macia, câmbio mais dócil, menor altura do banco e, claro, o consumo melhor – além da opção de usar etanol graças ao sistema Blueflex da Yamaha, ainda não oferecido na trail 250. Durante nossa avaliação, a Crosser registrou média de 33,2 km/l de etanol, passando a 42 km/l com gasolina.

Em movimento, o destaque fica para a suspensão. Apesar de não haver regulagem, os garfos dianteiros e a traseira com link (que ajuda a manter a roda em contato com o solo em desníveis) foram muito bem calibrados pela Yamaha: a Crosser atropela com facilidade os buracos e obstáculos urbanos como valetas, quebra-molas e ruas de paralelepípedo. O jeitão trail também permite algumas brincadeiras na terra, graças ao bom curso de suspensão e aos pneus de uso misto, mas a própria fábrica diz que a vocação do modelo é mais urbana. Para uso off-road pesado, seria preciso uma relação mais curta de pneus de cravos, além de as pedaleiras serem um pouco baixas. Em estradinhas sem pavimento, no entanto, a motinho vai que é uma beleza.

A posição de pilotagem é bastante confortável, com as costas retas e os braços levemente esticados. Nesta versão ED avaliada (com freio a disco na dianteira) o guidão pode ser ajustado em duas posições, sendo uma delas mais à frente, para os mais altos ou de braços mais compridos. Na cidade, achei que o guidão poderia ser um pouco mais estreito para passar entre os carros, mas a parte boa é que a moto esterça bastante e é bem magra e leve entre as pernas. O banco é grande e com espuma bem dimensionada, de modo que não senti dores mesmo após rodar mais de 200 km num dia de rolê urbano.

Quem foi de garupa também aprovou a acomodação, que além de generosa é mais alta que a do piloto, proporcionando também boa visibilidade ao carona. Já o desempenho com dois ocupantes fica um pouco prejudicado, especialmente em ladeiras e aclives, mas nada que comprometa.

Dá para pegar estrada? Sim, mas desde que seja uma viagem curta e de preferência em pistas com velocidade máxima de 110 km/h. Isso porque a Crosser mantém os 100 km/h na boa, sem parecer muto esgoelada, mas não avança muito além disso. Chegamos a 120 km/h de painel, mas numa autoestrada todos os veículos parecem mais rápidos do que você, o que gera certa insegurança e pede cautela em ultrapassagens. Mas isso é uma limitação normal de uma moto com motor 150 cc.

Pelo que anda, a Crosser mostra ciclística de sobra. O chassi é bem firme e as curvas e inclinações são feitas de forma fácil e confiante. Apesar da suspensão macia e dos pneus mistos, a estabilidade da pequena Yamaha é muito boa, e a entrega de torque em baixa deixa a motinho divertida de tocar. O ponto negativo fica por conta dos freios: assim como já havíamos comentado no primeiro contato com

o modelo, achamos o sistema dianteiro um tanto borrachudo, sendo necessário apertar a manete com força. Ainda assim, a mordida do disco poderia ser mais forte. Optar pela versão com tambor na dianteira? Nem pensar…

Até porque, convenhamos, a diferença entre as versões E (tambor) e ED (disco e guidão ajustável) é de apenas R$ 300. Não que pagar R$ 9.350 numa moto 150 seja barato, mas vale lembrar que a rival Bros 150 custa a mesma coisa e não é tão moderna e completa quanto a novidade da Yamaha. Bendita seja a concorrência!

Preço da Yamaha XTZ 150 Crosser ED

R$ 9.350

Ficha técnica:

Motor:
Monocilíndrico, comando simples, 149,3 cm3, injeção eletrônica, flex, refrigeração a ar;

Potência:
12,2/12,4 cv a 7.500 rpm;

Torque:
1,28/1,29 kgfm a 6.000 rpm;

Transmissão:
Câmbio de cinco marchas, transmissão por corrente;

Quadro:
Berço semi-duplo de aço;

Suspensão:
Garfo telescópico na dianteira (180 mm de curso) e monoshock (156,5 mm de curso) na traseira;

Freios:
Disco simples na dianteira (230 mm) e tambor na traseira (130 mm);

Pneus:
90/90 aro 19 na dianteira e 110/90 aro 17 na traseira;

Peso:
120 kg;

Capacidades:
Tanque 12 litros;

Dimensões:
Comprimento 2.050 mm, largura 830 mm, altura 1.140 mm, altura do assento 836 mm, entre-eixos N/D

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