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Plubicidade no WhatsApp, como funciona

whhO WhatsApp é o principal aplicativo de comunicação para dispositivos mobile da atualidade. Popular em várias partes do mundo, o serviço fundado em 2009 por Brian Acton e Jan Koum foi vendido em 2014 para o Facebook por US$ 16 bilhões.

Atualmente, ele conta com mais de 600 milhões de usuários em todo o planeta e movimenta mais de 64 bilhões de mensagens todos os dias. Mas nenhuma dessas milhões de pessoas jamais viu sequer um anúncio publicitário circulando entre as suas conversas.

Pensar nisso nos faz levantar a seguinte questão: como o WhatsApp ganha dinheiro? A opção pelas propagandas direcionadas é uma realidade já consolidada em serviços da internet, mas isso não acontece com o mensageiro. A ausência de propagandas foi sempre uma premissa de seus criadores.

“Sem anúncios, sem brincadeira, sem pegadinha”

Em sua mesa, Jan Koum mantinha à vista um recado do seu sócio e parceiro, Brian Acton, com a seguinte mensagem: “Sem anúncios! Sem Brincadeira! Sem pegadinhas!”. E essa trinca foi a premissa básica da dupla de engenheiros para a criação de um aplicativo com foco total na experiência comunicativa do usuário.

Os dois passaram duas décadas trabalhando no Yahoo! antes de dar início à sua própria startup. Bancados com dinheiro de investidores, eles puderam trabalhar e fazer a ferramenta expandir e se tornar conhecida, com versão para todos os principais sistemas mobile da atualidade – e sem recorrer à publicidade.

A ideia principal era oferecer um bom serviço, capaz de superar as limitações técnicas e econômicas dos serviços de SMS oferecidos pelas operadoras de telefonia. Assim, você tinha uma opção muito mais em conta e funcional, algo que deu certo e causou inúmeros desdobramentos no setor de telecomunicações (falaremos mais sobre isso logo adiante).

OK, mas e o dinheiro?

Na teoria, óbvio que o discurso dos criadores do WhatsApp encanta e faz muito sentido, afinal ninguém gosta de ser atrapalhado por banners de publicidade. Mas de algum lugar o WhatsApp precisava tirar dinheiro para se manter, pois os seus investidores esperavam algum retorno.

A partir de 2013, o WhatsApp passou a estipular uma assinatura anual para que um usuário tivesse acesso às funcionalidades do aplicativo. O app pode ser baixado gratuitamente e não é preciso pagar nada no primeiro ano.

A partir do segundo ano, porém, os usuários devem pagar uma anuidade de US$ 0,99 para continuar a ter acesso ao serviço. Você pode pagar um valor maior para assinar o serviço por mais tempo. No Brasil, os preços praticados são R$ 2,55 (um ano), R$ 6,87 (três anos) e R$ 9,54 (cinco anos).

“O objetivo do WhatsApp é o de ser exclusivamente um meio de comunicação com seus amigos e família e por isso não o incomodamos com propaganda”, informa a companhia em seu FAQ. “Porém, o WhatsApp possui uma pequena taxa de assinatura. Lembre-se de que o WhatsApp nunca o cobrará automaticamente por esta anuidade”. Em suma, o jeito encontrado pelo WhatsApp para driblar a necessidade de publicidade é ser sincero e direto com os seus usuários.

“Quando nos sentamos para começar nosso negócio juntos, há três anos, queríamos fazer algo que não fosse só mais uma central de anúncios. Queríamos usar nosso tempo construindo um serviço que as pessoas quisessem usar porque funcionasse, fosse econômico e fizesse sua vida melhor, mesmo que só um pouco”, escreveu Koum em uma postagem de 2012.

“Sabíamos que poderíamos cobrar diretamente das pessoas se conseguíssemos fazer tudo isso. Sabíamos que poderíamos fazer o que a maioria das pessoas quer, todo os dias: evitar anúncios”, complementou.

Só isso?

O modelo de negócios adotado pelo WhatsApp pode não ser o ideal do ponto de vista de faturamento, afinal é comum que a empresa estenda a validade do serviço para usuários que não pagam nada — há quem use o app desde 2012 e até hoje não foi cobrado um centavo sequer.

Mas é importante ressaltar que nem só do dinheiro de assinantes vive o aplicativo. Exemplo disso são parcerias entre o WhatsApp e operadoras como a Reliance Communications, que atua na Índia, e a Globe Telecom, das Filipinas. Em ambos os casos, o WhatsApp entra como parte integrante de um plano convencional de telefonia e internet móvel e SMS.

Isso nos leva a crer que a estratégia aqui passa também pela popularização do aplicativo. Quanto maior a base de usuários, mais cartas a companhia passa a ter para costurar novas parcerias e até mesmo para ditar as regras do mercado.

A complacência da Microsoft com a pirataria em torno do pacote Office, por exemplo, colaborou para que os formatos proprietários da empresa fossem estabelecidos quase como um padrão geral para basicamente todas as ferramentas do gênero. De alguma forma, o WhatsApp pode realizar algo semelhante.

Potencial para mineração de dados…

Apesar de garantir que a privacidade de seus usuários permanece intacta mesmo após a compra pelo Facebook, o WhatsApp ainda é alvo de suspeitas. A possibilidade de minerar os dados dos seus milhões de clientes a fim de oferecer informações publicidade direcionada é algo que sempre permanecerá no radar de ambas as companhias.

E essa é uma daquelas teorias que podem parecer conspiratórias, mas fazem um certo sentido. Levando em conta que o Facebook é dono do WhatsApp, é fácil presumir que a rede social de Mark Zuckerberg tente reproduzir no mensageiro o mesmo modelo de negócios adotado em seu produto de maior sucesso.

Mas Koum foi veemente ao afirmar que, caso o WhatsApp tivesse de abandonar os seus valores para realizar a parceria com a rede social, o negócio jamais teria sido concretizado. “Se a parceria com o Facebook significasse que nós tivéssemos de mudar nossos valores, nós não a teríamos feito”, escreveu o executivo em 2014, logo após a transação ser divulgada.

Ele continua ocupando uma posição de liderança dentro do WhatsApp, que é uma empresa independente dentro do Facebook. Podemos concluir que, ao menos por enquanto, as suas premissas continuam guiando os esforços em torno do mensageiro. Ou não?

Embate com as teles…

O sucesso do WhatsApp como alternativa ao SMS tradicional vem tendo alguns desdobramentos. No Brasil, é cada vez mais comum ver um posicionamento contrário das operadoras de telefonia móvel em relação a este e outros serviços over the top (OTT).

Essas companhias fazem lobby pela taxação dos OTT, alegando que eles utilizam a infraestrutura das teles para oferecer serviços concorrentes, mas não precisam arcar com as mesmas obrigações legais. A Agência Nacional das Telecomunicações (Anatel), porém, já se posicionou de forma contrária a qualquer tipo de regulamentação.

“O WhatsApp não é caracterizado como um serviço de telecomunicação e, portanto, não deve ter a mesma tratativa que as operadoras”, afirma o presidente da Anatel João Rezende. Para ele, “as chamadas de voz desse serviço só podem ser feitas entre usuários do app. Não é possível, por exemplo, fazer uma ligação para um telefone fixo” e, por isso, não faz sentido algum regulamentar seu funcionamento.

Mas antes mesmo das negativas da Anatel, as operadoras já começavam a se movimentar a fim de conter as perdas decorrentes de serviços deste tipo. Exemplo disso foi a eliminação dos pacotes de dados ilimitados — agora, quando você atinge a franquia contratada, precisa comprar um pacote extra para continuar utilizando e evitar a suspensão da internet móvel até o fechamento de sua fatura ou uma nova recarga.

E é claro que a pressão das teles vai continuar, ao menos até que uma decisão seja tomada de forma definitiva, seja contra ou a favor de regulamentação e taxação dos serviços OTT. Ou, ainda, quem sabe o Facebook tenha planos para expandir o WhatsApp para algo ainda maior no futuro, transformando-o, de fato, em um concorrente para estas companhias. Aguardemos.


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