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Philips – TV DesignLine 55PDL8908

TV DesignLine 55PDL8908A TV DesignLine 55PDL8908, da Philips, é certamente um aparelho que cativa seu usuário na primeira impressão por causa de seu desenho “folha de vidro”. Ou causa estranhamento sobre seu enorme pé de vidro e sua instalação fora do comum. Ela passou cerca de duas semanas sob o crivo do NovasOnline que explorou as possibilidades deste luxuoso aparelho, que chegou ao Brasil custando R$ 10 mil.

Design…

O primeiro contato com a DesignLine é bastante memorável, tendo em vista que ela pretende ser mais uma peça de decoração do que um objeto funcional. Com apenas 4 cm de espessura, a ideia de seu formato é de que ela permaneça “flutuando sobre o chão”, como descreve seu designer Rod White, mas isso se torna a causa de polêmica: em vez de uma simples instalação na parede ou apoio em um pé ergonômico, esta Smart TV precisa ser posicionada próxima à parede, mas não encostada, para que seu suporte a deixe na vertical.

Na parte inferior, deve repousar sobre uma superfície rebaixada (ou o chão), pois seus nada humildes 50 centímetros de apoio, na forma de uma folha de vidro em degradê, praticamente proíbem seu uso em estantes comuns. A ideia é a de que qualquer que seja o ambiente de sua instalação, ele precisa estar preparado para esta TV: ela praticamente ocupa uma parede inteira sozinha. Mesmo seus controles básicos, incorporados ao corpo da tela, se escondem na sua traseira, na parte inferior direita.

O grande ponto de vendas do aparelho é, logicamente, sua iluminação periférica, oferecida por intensos LEDs multicromáticos que rodeiam a tela do lado de trás (menos na porção inferior). Sua complicada instalação garante que esses feixes de luz sempre encontrem uma parede para rebater, e assim é criado o falado efeito “Ambilight”: a cada cena, um processador dentro da TV calcula a cor dominante em cada feixe de imagem e a estende para fora, criando uma ambientação bastante exuberante.

Formato físico e luzes externas postas de lado, porém, esta é um SmartTV bastante comum. Atingindo 1080p sem restrições a uma taxa de quadros de até 200 Hz, sua imagem é bastante viva e bem definida, cortesia de sua tela de LED de 55 polegadas. Sendo uma TV de ponta, oferece seus recursos de 3D ativo pelo uso de óculos – 2 já inclusos na caixa -, e integra a proveitosa função DualPlay no mesmo acessório, alternáveis pelo uso de um botão na armação. Para os entusiastas deste departamento, seu processamento interno é capaz de converter qualquer imagem para um pseudo-3D bastante competente, em particular na visualização de imagens estáticas.

Outra função básica, mas digna de nota, é a gama de conexões que a TV oferece em sua porção traseira, cujo design atentou para o fato de estar normalmente presa junto à parede. Muitas de suas entradas e saídas são colocadas na lateral, facilitando o acesso, e incluem quatro portas HDMI, três USB, uma Scart, uma conexão de cabo coaxial, uma entrada VGA, saídas para áudio surround e um cabo Ethernet comum para conexão com a Internet. Há até mesmo uma saída para fone de ouvido, por mais estranho que pareça.

A parte do som integrada na TV agrada menos, com dois alto falantes Dolby Digital precisos, mas de apenas 15W cada, na porção inferior traseira do aparelho. O fato de estarem expostos ao toque também causar certo desconforto para alguns usuários, mesmo considerando que eles ficarão na maior parte do tempo rentes à parede.

Desempenho…

O verdadeiro desastre, no entanto, aparece quando passamos a explorar seu aspecto computacional. Baseada em um sistema operacional proprietário da Philips, ela oferece o pão com manteiga de qualquer TV inteligente de hoje em dia: acesso ao YouTube e ao Netflix, aplicativo de integração com o Facebook, um navegador de Internet e funções de gravação. Tudo isso, no entanto, parece ter sido programado para tornar a experiência do usuário a mais arrastada e limitada possível: cada comando demora literalmente dezenas de segundos para ser processado, tudo acontece de forma lenta e aos trancos e algumas limitações arbitrárias parecem estar lá apenas para irritar o usuário.

É o caso perfeito de hardware dos sonhos, software dos pesadelos. Embora a TV venha equipada com um controle remoto completíssimo, com teclado completo na parte traseira e navegação por movimentos (como um controle de Wii), a maioria dos aplicativos não aceita comandos de nenhuma dessas duas fontes. Nada mais frustrante que acessar o YouTube e, de teclado na mão, precisar catar letra por letra em uma linha horizontal que vai de A a Z, travando a cada toque para o lado, com o backspace sendo outro símbolo a ser catado. Ou entrar no Facebook e perceber que não só cada post de sua timeline ocupa um espaço vazio gigantesco em tela, como você não pode expandir imagens ou textos para visualização, quanto mais acessar qualquer link. E que tal passar seu tempo no Netflix, procurando algo entre centenas de opções que demoram dois segundos para passar pela tela, cada uma?

A catástrofe continua fora dos aplicativos de vídeo. Dos 43 disponíveis na loja online da TV, quase nenhum interessa, entre canais de notícia franceses, redes de vídeos pornográficos pagos e rádios estrangeiras. Há uma espécie de visualizador de tráfego do TomTom, sem cobertura no Brasil, um player só dos vídeos da BBC, que – você adivinhou – não permite reprodução fora do Reino Unido. A função de gravação, neste mesmo acidente de trens, apresenta uma natureza contraditória: embora esteja equipada numa TV que claramente custa muito mais que suas concorrentes imediatas, o gravador de canais funciona apenas nos sinais de TV aberta, UHF e VHF – coisa que usuários com dinheiro para comprá-la dificilmente irão utilizar. Além disso, qualquer coisa gravada nessa forma exige um HD externo conectado à TV que fica inutilizado para outras finalidades, e os vídeos capturados não podem ser vistos em qualquer outro aparelho além da TV que os gravou.

Pontos positivos, apesar de incomuns, estão lá: através de um aplicativo para Android ou iOS, é possível aposentar o controle remoto e mexer na TV direto do celular, numa interface bastante fácil de mexer. Além disso, entre os aplicativos está uma função de integração com Windows 7 e 8 que permite aos computadores na mesma rede Wi-Fi transmitirem coisas para a TV, facilitando muito o trabalho de assistir arquivos de vídeo ou visualizar galerias de imagens armazenadas em computadores. São duas coisas realmente úteis.

Por último, e talvez mais irritante que todo o resto somado, é tempo ridículo que a DesignLine exige para ligar. Sem exageros, houve situações repetidas em que o aparelho demorou até 30 segundos para estabelecer seu sinal, mesmo quando já em stand by. Isso acontece porque, a cada vez que é ligada, a televisão precisa iniciar seu sistema operacional, para só então oferecer alguma imagem. Na mesma onda, o acesso às funções de SmartTV exigem, a cada vez que a TV é ligada, um longo momento de login nos servidores da Phillips, mesmo que você não queira nada com eles. E, para fechar com chave de ouro, o próprio fabricante avisa que quaisquer interrupções durante o download ou instalações de updates de firmware podem fazer a TV parar de funcionar de forma permanente. Muito reconfortante, de fato.

Custo-benefício…

Todas as coisas consideradas, é difícil entender o que a Phillips pretende com este modelo luxuoso de televisão. Se por um lado a empresa pôs sua alma e suor em produzir algo que se destaque pelo design arrojado e hardware impressionante, por outro ela tropeça desastrosamente em todas as questões de software, tornando enorme parte de sua experiência de Smart TV literalmente inutilizável. Como TV simples ou monitor, a DesignLine não é apenas uma boa TV, mas algo que chamará a atenção de amigos e família e será o centro de reuniões sociais onde estiver. Como ferramenta de entretenimento, no entanto, ela é um desastre, especialmente ao custo de R$ 10 mil.

Custo - benefício Embalagem e características Comodidade Facilidade de uso Multimídia Votação Geral, nota do usuário e avaliação média do gadegt.

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