Honda Fit: primeiras impressões do carro

Home » Automoveis » Honda Fit: primeiras impressões do carro

HondaFit_2015_05_620_413_(1)-full-completo-portugues

Foi uma mudança até certo ponto radical, o novo Fit, mais magro (cerca de 90 kg), é matador. Esqueça o preconceito e pare de dizer que esse Honda é carro de mulher. Mas, pensando bem, se for… Ótimo. É sublime e o novo vem cheio de charme. Os preços são convidativos nas versões de entrada, longe de serem as melhores, por isso saiba escolher bem o melhor modelo. O ponto de partida é o nível de acabamento e algumas especificações técnicas.

O Honda Fit é sucesso desde a 1ª geração, lançada no Brasil em 2003. As razões para isso vão do bom conjunto mecânico à versatilidade do modelo, que não chega a ser uma minivan em todos os sentidos, mas encara justamente rivais desse tipo na hora de disputar a preferência do consumidor.

Se der, vença o medo e o preço e opte pelo câmbio automático CVT. De longe, a melhor escolha. Na versão DX, entre as faltas, vamos apontar um simples rádio e o jogo de rodas aro 15 polegadas não precisava ser de aço com calotas. Por dentro, o interior amplo com painel de entrada (mais simples) não encanta e o banco em couro (aqui depende do gosto) faz falta. Os preços de R$ 49.900 (manual) e R$ 54.500 (CVT) são razoáveis.

Masculinizado. Primeira palavra do vocabulário Fit 2015. O carro vai tomar venda do Civic e, no LX, que representa praticamente a metade da produção, a rodagem já foi bem tratada, aro 15 de liga leve. O modelo custa R$ 54.200, mas o melhor é o de R$ 58.800 com CVT. Detalhe: é nesse carro que você terá a menor perda no valor de revenda.

fit-interior

Para o Fit 2016 / 2017 a montadora oferece a transmissão manual de cinco velocidades e traz de volta o câmbio CVT (transmissão continuamente variável), que foi totalmente retrabalhado. Para situar o leitor, de 2003 a 2008, a primeira geração do Fit era vendida com transmissão CVT, cuja principal qualidade era a economia, mas faltava fôlego.

Já para a segunda geração, de 2008 a 2014, a Honda do Brasil optou pela transmissão automática convencional, que transferia mais empolgação do motor para as rodas, mas ficou “gastão”. Agora, a marca afirma que conseguiu extrair o melhor dos dois mundos com o novo CVT. Na prática, o conjunto melhorou mesmo e se mostrou mais ágil, principalmente em baixas rotações e, segundo a montadora, o consumo de combustível melhorou 17% com relação à versão anterior. Para a configuração manual, a redução foi de 8% e, caso você opte por ela, terá que se acostumar com a pequena alavanca de câmbio, um tanto desajeitada na ergonomia, embora tenha engates precisos.

HondaFit_2015_02_620_413_(1)-full-completo-portugues

O que justifica a melhora foi a nova relação de marchas – a primeira ficou 5% mais curta e a quinta 5% mais longa –  e a adição de um conversor de torque para o CVT.

Quanto ao comportamento do carro, a aceleração gradual, contínua e, digamos anestesiada, proporcionada pelo câmbio CVT não mudou. No entanto, o motor está trabalhando muito bem em baixas rotações. Andando a 120 km/h ele consegue trabalhar na casa dos 1.800 rpm. Há ainda um modo Sport na alavanca de câmbio, que quando acionado faz o motor trabalhar em giros mais altos, dando uma apimentada no desempenho, mas nada que o faça pensar que está em um carro de corrida.

As novidades do Fit não param por aí. O carro possui um chassi mais robusto, novo sistema de suspensão e freios dotados de ABS, a disco apenas na dianteira. Com as melhorias, o carro emagreceu entre 50 e 60 kg, diz a Honda. No entanto, nenhuma mudança no monovolume foi tão perceptível quanto a melhora no ruído interno. A cabine está muito mais silenciosa, em altas velocidades ouve-se pouco o barulho do motor.

O carrinho, que já oferecia uma condução estável, parece ainda melhor e a direção elétrica é precisa, sem perder a leveza. Em resumo, o novo Fit  está bem gostoso de dirigr.

Radical por fora, careta por dentro

O painel de instrumentos foi redesenhado, mas ficou evidente uma falta de capricho no interior do modelo (o que não é esperado em um carro tão caro).

As versões DX, LX e EX têm acabamento simples e iluminação avermelhada do velocímetro, sem muitas “firulas”. Embora a empunhadura do volante seja boa e os bancos confortáveis, se você optar pela versão de entrada DX, por R$ 49.900, contente-se com tais regalias, pois não há nem rádio, apenas o cabeamento. A versão LX, que a Honda estima ser o carro chefe das vendas, com 49% do mix, dispõe de rádio com Bluetooth e entrada USB, rodas de liga leve com pneus mais largos e retrovisores na cor do carro.

Já a versão EXL oferece uma outra atmosfera na cabine. Os mostradores são azuis e as informações de bordo ficam concentradas em um visor digital. Há ainda uma luz que cerca o velocímetro que funciona como um econômetro, variando entre as cores verde e azul indicando se o regime de consumo é bom ou ruim.

Não há ar condicionado digital, nem ajuste de profundidade do volante, nem acendimento automático dos faróis e sequer há uma mísera luzinha no espelho do para-sol, itens que deveriam ser básicos em um carro de R$ 65.900, a versão top de linha ELX. Sensor de estacionamento também não tem, só como opcional, mas na versão mais cara há câmera de estacionamento com três ângulos de visão, dispostas na tela touchscreen de 5 polegadas no painel central, o que ajuda bastante nas manobras.

Mais para o homem, menos para a máquina

Por outro lado, o Fit fisga admiradores no interior pelo espaço e versatilidade que oferece, ampliada para a nova geração. A largura foi mantida, a distância entre eixos e o comprimento aumentaram pouca coisa, mas a sensação de espaço é enorme. Parte disso deve-se ao layout de tanque de combustível centralizado. Ele oferece, além dos três já existentes, mais um tipo de rebatimento dos bancos, em que o encosto dianteiro alinha-se ao assento traseiro, mas atente-se, pois a versão de entrada DX não oferece este rebatimento.

Além disso, o interior do monovolume trás uma infinidade de porta “coisas”. No quesito segurança, o Fit conta com sistema de duplo airbags frontais, airbags laterais frontais na versão top de linha e cintos de segurança de três pontos para todos os ocupantes, além de pontos de ancoragem para assentos infantis compatíveis com os tipos isofix.

Comparando com os rivaisHondaFit_2015_11_620_413_(1)-full-completo-portugues

Honda Fit EXL 1.5 CVT – R$ 65.900

O novo Fit é o mais caro do segmento. Na versão EXL, a mais completa, custa R$ 65.900 e traz de série central multimídia de 5 polegadas, câmbio CVT e sistema de configuração de bancos mais versátil do mercado. Ele é o mais leve do quarteto, mas o que menos oferece torque, necessário para ultrapassagens. O porta-malas também é um tanto tímido, apesar de o novo projeto ser mais espaçoso que antes. Pontos positivos são os bancos de couro de série, assim como as rodas de liga, aro 16. Mas ele é o mais caro dos quatro, na melhor das hipóteses, cerca de R$ 3 mil a mais que os rivais, e leva somente cinco pessoas, como o C3 Picasso.

Chevrolet Spin LTZ Automática – R$ 62.790

A minivan Spin, da Chevrolet, é hoje a rival mais bem sucedida do Fit a ponto de superá-lo nos últimos dois meses em vendas – claro que favorecida pela mudança do modelo japonês. A principal vantagem da Spin são os sete lugares, dois deles colocados no porta-malas. Com a opção automática de seis marchas, a minivan custa R$ 62.790, mas traz rodas aro 15 e um motor 1.8 de apenas 108 cv com etanol, o mais fraco dos quatro. Sua cabine também peca pelo espaço mais contido e pela direção hidráulica, mais pesada que a elétrica usada nas três rivais. A Spin compensa isso com o sistema MyLink, que é a mais prática central multimídia entre os concorrentes.

Citroën C3 Picasso Exclusive automática – R$ 59.490

A C3 Picasso Exclusive é a mais barata das quatro rivais, mas pode chegar a R$ 61.890 caso você opte pela MyWay, central multimídia opcional. A minivan francesa usa uma transmissão automática já batida no mercado, com apenas quatro marchas, mas boa opção sequencial. O motor dispensa o tanquinho de gasolina, assim como o Fit, e as rodas são aro 16. Ela é a mais pesada das quatro rivais, mas tem um bom porta-malas. O ar-condicionado é digital e há vários comandos satélites para facilitar a direção.

Nissan Grand Livina 1.8 SL automática – R$ 63.790

A Grand Livina é a mais antiga das quatro ‘minivans’ e já apresenta sinais de cansaço. Mas tem bons pontos a favor como sete lugares, chave com abertura por proximidade, partida por botão, ar digital e o motor mais potente, com 126 cv usando etanol. Mas a Nissan deixa a desejar por não disponibilizar sistema multimídia nem Bluetooth, por exemplo. A transmissão também é um tanto datada, com apenas quatro velocidades e sem opção sequencial.

HondaFit_2015_05_620_413_(1)-full-completo-portugues

Lançamentos de carros nacionais e importados, seguros, preços, avaliação, cores, teste e informações técnicas, qual o consumo do veículo, como fazer o financiamento, o que muda em 2017 e qual automóvel vai sair de linha.

    HONDA FIT 1.5 CVT 2016 - PRIMEIRAS IMPRESSõES - DESCONFORTáVEL SE COMPARADO AO ..

    Carro lindo de morrer se comparado ao etios antigo mas sugiro fortemente antes de decidir pelo honda fit 2015 em diante tb teste drive no etios da ... HONDA FIT 1.5 CVT 2016 - PRIMEIRAS IMPRESSõES - DESCONFORTáVEL SE COMPARADO AO .. Honda Fit primeiras impressões do carro

    HONDA FIT 2016 1.5 CVT - IMPRESSõES INTERNA RODOVIA E URBANO - BOM CARRO MAS CA ..

    Negativo: bancos de tecido muito moles e não acomodam bem a coluna e nádegas (deveria ser um pouco mais firme); não tem ajuste de altura do banco do ... HONDA FIT 2016 1.5 CVT - IMPRESSõES INTERNA RODOVIA E URBANO - BOM CARRO MAS CA .. Honda Fit primeiras impressões do carro

    HONDA HR-V 2016 - PRIMEIRAS IMPRESSõES

    Primeiras impressões do lançamento do novo honda hr-v mais detalhes: http://goo.gl/i6wvsa. HONDA HR-V 2016 - PRIMEIRAS IMPRESSõES Honda Fit primeiras impressões do carro

    HONDA CIVIC EXL 2017 - PRIMEIRAS IMPRESSõES

    Eficiência energética é um dos principais destaques da versão exl durante as primeiras impressões realizadas por tarcisio dias, no lançamento do novo ... HONDA CIVIC EXL 2017 - PRIMEIRAS IMPRESSõES Honda Fit primeiras impressões do carro

    AUTO ESPORTE | HONDA CIVIC 1 5 TURBO: PRIMEIRAS IMPRESSõES

    Andar de honda civic novo nos estados unidos e no brasil é muito diferente. em primeiro lugar, o sedã japonês é visto como um modelo pequeno no mercado ... AUTO ESPORTE | HONDA CIVIC 1 5 TURBO: PRIMEIRAS IMPRESSõES Honda Fit primeiras impressões do carro

    Tudo sobre Honda Fit primeiras impressões do carro, vídeo, áudio, fotos, senha, como desbloquear, preço, agenda, qual melhor ponto, pelada, transmissão ao vivo e promoção.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.


Não deixe de ver isso

ahd

Comparativo: Honda Civic x Audi A3 Sedan 2017

Os poucos carros alemães estãu deixando de ser unanimidade, entenda. Não faz muito tempo, dono de carro de marca japonesa.