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Honda CB 300R x Yamaha Fazer 250 2016: Comparativo, Preço, Consumo e Ficha Técnica

O etanol continua sendo uma matriz energética importante para “blindar” o país da instabilidade no cenário internacional do petróleo. Embora o preço varie de acordo com a região do país, poder de escolha nunca é ruim. Honda e Yamaha continuam investindo na tecnologia Flex, que agora chega à CB 300R 2017, seis meses depois da Fazer 250.

Fazer250

CB300R

Comparamos as duas para descobrir se o uso do etanol traz benefícios práticos e quanto altera o desempenho e consumo de cada uma.

Fazer250-2

Para orientar o usuário, o sistema Flex da nova Honda possui uma luz indicadora no painel que acende quando há grande concentração de etanol no tanque e a temperatura ambiente está abaixo de 15°C.

CB300R-2

A luz amarela com o desenho de uma bomba de posto e a letra “g” alerta que haverá dificuldade para partida a frio e aconselha o abastecimento com gasolina – as duas fabricantes recomendam 20% de gasolina no tanque para uma partida mais rápida. Com o motor aquecido, a luz se apaga.

O sistema Blueflex da Yamaha tem funcionamento mais complexo. Quando a luz amarela no painel pisca com o desenho de uma ampulheta, está indicando que o tanque tem grande proporção de etanol e o motor ainda está frio (abaixo de 20°C), por isso é recomendável esperar que esquente para sair com a moto sem risco de falhas.

Neste caso, o piloto não pode partir com a moto e se a 1° marcha for engatada o motor de desliga automaticamente como medida de segurança. Quando a luz indicadora do sistema Blueflex estiver acesa, e não piscando, é possível partir com a moto.

Nos testes que realizamos com partidas a frio as duas não ofereceram dificuldades, mas a Yamaha apresentou engasgos nas acelerações com a luz ainda acesa.

  • O que mudou…

Para viabilizar o funcionamento com etanol as fabricantes tiveram que aprimorar seus modelos. As duas receberam um segundo filtro de combustível para aumentar a capacidade de retenção de sujeira e tratamento no interior do tanque para prevenir a corrosão.

Na CB 300R o bocal do tanque possui uma tela que segundo a fábrica, ajuda a prevenir incêndio e o alternador da moto teve sua capacidade de geração ampliada para atender ao maior esforço de partida a frio.

Já a Fazer 250 foi equipada com uma válvula que fecha o bocal do tanque para minimizar a evaporação do etanol e bomba de combustível com mais pressão para injetar maior quantidade de combustível (precisa ser injetado mais etanol que gasolina).

A Honda divulga que utilizando somente etanol há um ganho imperceptível de desempenho do motor, passando de 26,5 cv para 26,7 cv de potência e de 2,82 kgf.m para 2,86 kgf.m de torque, enquanto a Yamaha afirma que não há melhorias consideráveis na performance do motor utilizando etanol e mantém os mesmos 21 cv de potência e 2,1 kgf.m de torque.

Apesar do que dizem as fichas técnicas, com ambas abastecidas de etanol notamos uma melhoria evidente de desempenho da CB 300R, que passa a demonstrar mais disposição em giros elevados que a Yamaha. O teste de 0  a 100 km/h com a CB 300R foi feito em 10s46 e 12s42 com a Fazer 250.

Rodamos por vias urbanas com e sem garupa para simular a condição mais comum de uso, e o consumo médio da Fazer 250 levou vantagem  com a média de 28 km/l, contra os 25 km/l da CB 300R. Considerando a capacidade dos tanques de 19,2 litros da Yamaha e 18,4 litros da Honda, a autonomia da Fazer 250 é significativamente maior, de 537 km contra 460 km da CB.

Mesmo com as variações no preço do etanol não o tornando a opção mais vantajosa em todos os estados (o motor consome em média 30% mais, então o etanol precisa ser mais que 30% mais barato para valer a pena), a tecnologia bicombustível permite a escolha mesmo por razões não financeiras e simplifica o mercado com um produto que pode ser vendido em todo o país.

Se a escolha for por razões econômicas, a Fazer consome menos e oferece maior autonomia, enquanto a CB anda mais e gasta mais. As duas custam praticamente o mesmo, com diferença de R$ 300 a favor da Yamaha.

  • Honda CB 300R Flex:

Gostamos:
– Desempenho do motor.
– Simplicidade do sistema flex.
Não gostamos:
– Vibração do motor.
Conclusão:
O desempenho superior do motor da CB Flex cobra o preço no consumo de etanol.

  • Ficha Técnica:

Motor: 291, 6CC, 1 cilindro, 4 válvulas, comando duplo no cabeçote, refrigeração a ar.
Diâmetro x curso: 79 MM x 59,5 MM.
Taxa de compressão: 9,0:1.
Potência: 26, 53 cv (26, 73 cv com etanol) a 7.500 rpm.
Torque: 2,82 kgf.m (2,86 kgf.m com etanol) a 6.500 rpm.
Alimentação: Injeção eletrônica.
Câmbio: 5 marchas.
Chassi: Berço semiduplo em tubos de aço.
Comprimento: 2.085 MM
Largura: 745 MM
Altura: 1.040 MM
Altura do banco: 781 MM
Entre-eixos: 1.402 MM
Distância do solo: 183 MM
Peso: 143 kg (seco)
Tanque de combustível: 18, 4 litros
Preços: R$ 12.000 e 13.690 (ABS)

Medições:
-Aceleração de 0 a 100 km/h: 10s46

Frenagem:
60 a 100 km/h ………. 18, 40 M
80 a 0 km/h ………. 29,41 M
100 a 0 km/h ………. 55,39 M

Retomada em 5° marchas
40 a 60 km/h ………. 5s31
60 a 80 km/h ………. 5s38

Condições do teste:
– 750 MM de altitude
– 23°C
– Umidade relativa a 43%
– Pressão ATM
– 1017 HPA

  • Yamaha Fazer 250 BlueFlex:

Gostamos: 
– Economia de combustível e autonomia
– Motor vibra pouco
Não gostamos:
– Falhas durante o aquecimento com etanol
Conclusão:
– Economia  e autonomia são os principais apelos da Fazer BlueFlex, que é ligeiramente mais lenta que a CB.

Motor: 249CC, 1 cilindro, 2 válvulas, comando no cabeçote, refrigeração a ar.
Diâmetro x curso: 74 MM x 58 MM.
Taxa de compressão: 9,8:1.
Potência: 21 a 8.000 rpm.
Torque: 2,1 kgf.m a 6.500 rpm.
Alimentação: Injeção eletrônica.
Câmbio: 5 marchas.
Chassi: Berçoduplo em tubos de aço.
Comprimento: 2.065 MM
Largura: 745 MM
Altura: 1.065 MM
Altura do banco: 805 MM
Entre-eixos: 1.360 MM
Distância do solo: 190 MM
Peso: 138 kg (seco)
Tanque de combustível: 19,2 litros
Preços: R$ 11.690

Medições:
– Aceleração de 0 a 100 km/h: 12s42

Frenagem:
60 a 0 km/h ………. 17,75 M
80 a 0 km/h ………. 31,37 M
100 a 0 km/h ………. 51,86 M

Retomada em 5° marcha:
40 a 60 km/h ………. 5s22
60 a 80 km/h ………. 5s73

Condições do teste:
– 750 M de altitude
– 23°C
– Umidade relativa 43%
– Pressão ATM
– 1017 HPA

Tags: 2014 – 2015 – Motocicleta


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Um comentário

  1. Para que fique mais forte e melhor na partida , vou dar uma dica, troque a vela comum por uma de IRIDIUN , mas se é para andar mais ai voce coloca uma ponteira esportiva, e troque o pião de 13D para 15D, JÁ É O SUFICIENTE pois a ponteira esportiva tem a saidas dos gases mais livre proporcionando mais descarga e aumentando a força do motor, dessa forma a moto vai ganhar uns CV a mais e com a vela IRIDIUN a queima é 100% dos gases melhorando a combustão e força e até na economia, a diferença é nitida voce só vai gastar na vela uns 85 reias mas a ponteira é mais cara uns 350 a 5oo reias. mas vale a pena pois não modifica nada no motor continua original mas com maior força e velocidade, dica dada ok . tenho moto desde os 18 anos são 30 anos de moto e estrada algumas dicas são validas .

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