Comparativo Kawasaki Z1000 x Honda CB 1000R x Triumph Speed Triple R x BMW S1000R x Ducati Monster 1200S

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Não é á toa que as motocicletas do estilo naked são as mais vendidas no país, estas cinco máquinas de alta cilindrada são exemplos do que esse estilo pode entregar de melhor. Apesar da performance estimulante, são viáveis nas metrópoles, boas opções para curtir estradas (principalmente se forem recortadas por curvas) e podem e divertir em track days por um preço menor – afinal, quase todas têm origem esportiva e ótimas componentes em suspensões e freios.

Podemos agrupá-la entre tetracilíndricas (BMW S1000R, Kawasaki Z1000 e CV 1000R) que descarreguem emoção em altos regimes com um som inconfundível, bicilíndrica que responde prontamente desde as rotações mais baixas (Ducati Monster 1200, agora sozinha por que a KTM não importou a 1290 Super Duke neste ano) e tricilíndrica como é a característico da Triumph, aqui com sua nova versão da speed Triple, numa união equilibrada entre torque e potência. Dessa vez a Suzuki GSX S1000 ficou de fora.

Outra divisão possível é entre japoneses e europeias Premium, o que pode ser percebido não só pelos preços separados por quase R$ 10 mil, mas principalmente pelo nível de sofisticação de componentes e eletrônica embarcada.Os ingleses mantiveram a identidade visual da Speed e boa parte das características técnicas associadas a ela por tantos anos, como o chassi em treliça, a rabeta curta ladeada pelas duas ponteiras (quando a maioria dos engenheiros hoje as prefere em baixo) e o belo monobraço que continua a valorizar o desenho da roda, totalmente á vista do lado direito.

Apesar da sintonia com o passado as formas são modernas e seu maior trunfo está nas atualizações de suspensões, freios e eletrônica. As cinco peladas partiram por um percurso urbano e que seguiu por dois tipos de estrada até a pequena São Luiz do Paraitinga, com suas construções de estilo colonial perto da divisa SP/RJ: o primeiro trecho de autoestrada com curvas de alta velocidade, depois dezenas de quilômetros de curvas com todos os ângulos e desenhos pelo Vale da Paraíba.

A ergonomia das cinco motos é bastante similar, corpo levemente inclinado á frente, pernas bastante recuadas e guidões inteiriços, porém baixos, mas há diferença de conforto evidentes: o banco da z é o menos provido de espuma, seguido de uma combinação banco-suspensões da S1000R (que é praticamente a superbike RR sem carenagem e com guidão interiço) e no extremo oposto a Monster com banco largo e boa camada de espuma.

Foi, claro, o que passou mais tempo levando o fotógrafo na garupa… Antes de sairmos da cidade, algumas observações que podem ser úteis para sua escolha: trânsito pesado é sofrido com qualquer uma delas, em baixa velocidade os motores rapidamente começam emitir calor, esterçamento de guidão não é dos melhores e, se estiver de Speed, os espelhos retrovisores presos ás extremidades do guidão vão atrapalhar para passar entre os carros.

Hora de acelerar as máquinas

Estrada aberta á frente, acelerador girado e a resposta mais agressiva vem da Ducati, a segunda em potência máxima ( 145 cv nesta versão S, mas seriam 135 cv na stardard) e como seria de se esperar numa V2, a mais torcuda, o que lhe garantiu a segunda melhor marca nas acelerações até 100 km/h: 3s52. Ela empolga, vibra e tem escape barulhento, você se pega acelerando só para ouvi-lo e usando como buzina para abrir espaço no trânsito! A eletrônica da italiana oferece modos de pilotagem que atuam sobre a entrega de potência, intensidade de atuação do controle de tração e do ABS.

Na sequência de agressividade ao acelerador vem a BMW, que responde muito bem numa subida de giros linear e cheia de fôlego até altas rotações, ruge lindamente em tom de superbike com escape esportivo e não dá vontade de parar de acelerar. Seus 160 cv a levam ao topo deste comparativo nas acelerações com a marca 3s31. A eletrônica da BMW é a mais completa deste comprativo, pois inclui suspensões semiativas que acompanham o estilo selecionado pelo modo de pilotagem, ou podem ser ajustadas individualmente, além de responderem automaticamente ás situações durante a pilotagem.

O câmbio rápido quickshifter é outra exclusividade de série, mas não é da última geração presente na RR, ainda atua somente nas elevações de marcha. E só ela dispõe de aquecedor de manoplas, que foi um tremendo conforto na viagem de volta na noite fria. A Kawasaki tem a característica comum a outros motores da marca de ganhar fôlego a partir de determinada faixa de rotações, o que em seu caso acontece a partir de 6.500 rpm. Os 142 cv a 10.000 rpm são capazes de acelerar da imobilidade a 100 km/h em 3s57 e a assistência eletrônica se resume ao ABS, o resto depende de você controlando o peso da mão…

Seguindo a ordem da mais rápidas no 0 a 100 km/h. Embora a Honda seja menos potente que a Triumph (são 125 cv a 10.000 rpm contra 138 cv a 9.500 rpm, respectivamente), a pegada de seu 4 em linha é linear e previsível como na inglesa. Só que a Speed é mais esperta e seus ajustes eletrônicos de modos de pilotagem incluem o track (pista), que permite derrapagens nas acelerações e frenagens, deixando-a uns bons passos á frente da CB em velocidade e suporte eletrônico – somente freio ABS combinado, que funciona muito bem por sinal.

O veredito

Potência, eletrônica e desempenho nas acelerações em linha reta não querem dizer muito se na hora de explorar todo o conjunto nas curvas chassi-suspensões-freios ficarem devendo. Nas ruas onduladas da cidade percebemos que BMW Ducati, Kawasaki e Triumph têm mais dificuldade para absorver o pavimento ruim, é o preço da esportividade de suas suspensões, enquanto a Honda é mais amigável nesse ambiante.

Na estrada sinuosa que liga Taubaté a São Luiz do Paraitinga inevitavelmente inicia-se um pega frenético, as japonesas Z e CB precisam de mais esforço para serem direcionadas para dentro das curvas, mas uma vez dentro delas a confiança só é restringida ao limite de aderência dos pneus (Dunlop Sportmax D214 na Z e Bridgestone  Battlax BT-015 na CB), menor que os Pirelli Diablo Rosso II da Monster e principalmente o excepcional Diablo Supercorsa II da Speed. S1000R, Speed Triple e Monster apontam rápido nas curvas e são auxiliares também por conjuntos de suspensões e freios tão sofisticados quanto os usados por superbikes.

A preferência ficam sem dúvida nas três europeias não só porque são mais sofisticadas, mas porque os preços não mudam tanto para justificar a compra das japonesas. As orientais estão tecnologicamente uma geração atrás, não se trata apenas de ter suspensões, freios e pneus mais simples e de menor custo, mas da falta de assistência eletrônica e, no caso da CB 1000R, também de potência.

As respostas ao acelerador são claramente mais lentas desde baixas rotações. Em resumo, o que se paga a mais pelas europeias é menos do que o valor do que se recebe a mais, e a escolha entre Triumph, BMW e Ducati acaba recaindo mais em uma questão de gosto do que propriamente de competência, afinal são motos de personalidades muito diferentes com seus motores de 3,4 e 2 cilindros. É preciso dizer que a Monster é mais cara do que as outras duas, o que é um ponto contra, mas a única opção que realmente dá atenção ao conforto do banco.

A preferência pela pilotagem extremamente estimulante e eficiente que a S1000R proporciona, como na superbike da marca, enquanto a Speed se destaca progressividade e será uma escolha mais amigável para quem não faz questão de pilotar ao estilo das esportivas.

Triumph Speed Triple R

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Motor: 1.050CC, 3 cilindros, 4 válvulas por cilindro, comando duplo no cabeçote, refrigeração líquida 
DiâmetroXCurso: 79MMx71,4 MM
Potência: 138 cv a 9.500 RPM
Torque: 11,4  KGF.M a 7.850 RPM 
Câmbio: 6 marchas
Chassi: Treliça de alumínio
Suspensões: Garfo telescópio na dianteira e monoamortecida na traseira, ambas ajustáveis em compressão, retorno e pré-carga de mola
Pneus: 120/70-17 na dianteira e 190/55-17 na traseira 
Freios: Discos de 320MM com pinças de 4 pistões na dianteira e disco de 220MM com pinça de 1 pistão na traseira
Preço: R$ 59.500

Medições:

Aceleração de 0 a 100 km/h: 3s92
Frenagem de 100 a 0 km/h: 49,65 M

Gostamos:

  • Eletrônica embarcada
  • Progressividade do motor
  • Funcionamento das suspensões

Não gostamos:

  • Posição dos espelhos

BMW S1000R

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Motor: 999CC, 4 cilindros em linha, 4 válvulas por cilindro, comando duplo no cabeçote, refrigeração líquida
DiâmetroXCurso: 80MMx49,7 MM
Potência: 160 cv a 11.000 RPM
Torque: 11,4 kgf.m a 9.250 RPM
Câmbio: 6 marchas
Chassi: Diamond de alumínio 
Suspensões: garfo telescópico ajustável em compressão e retorno na dianteira e monoamortecido ajustável em retorno e pré-carga de mola na traseira  
Pneus: 120/70-17 na dianteira e 190¹55-17 na traseira 
Freios: Discos de 320MM com pinças de 4 pistões na dianteira e disco de 220MM com pinça de 1 pistão na traseira
Preço: R$ 58.900

Medições:

Aceleração de 0 a 100 km/h: 3s31
Frenagem de 100 a 0 km/h: 56,82 M

Gostamos:

  • Potência do motor
  • Eletrônico embarcada
  • Aquecedor de manoplas

Não gostamos:

  • Banco

Ducati Monster 1200S

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Motor: 1,198, 4cc, 2 cilindros em V, válvulas por cilindro, comando desmodrômico no cabeçote, regrigeração líquida 
DiâmetroXCurso: 106MMx67,9 MM
Potência: 145 cv a 11.000 RPM
Torque: 12,7 kgf.m a 7.250 RPM
Câmbio: 6 marchas
Chassi: Treliça de aço
Suspensões: Garfo telescópio na dianteira e monoamortecida na traseira, ambas ajustáveis em compressão, retorno e pré-carga de mola
Pneus: 120/70-17 na dianteira e 190¹55-17 na traseira 
Freios: Discos de 330MM com pinças de 4 pistões na dianteira e disco de 245MM com pinça de 2 pistões na traseira
Preço: R$ 73.900 (STD R$ 64.900)

Medições:

Aceleração de 0 a 100 km/h: 3s52
Frenagem de 100 a 0 km/h: 47,97 M

Gostamos:

  • Torque do motor
  • Eletrônico embarcada
  • Conforto do banco

Não gostamos:

  • Espaço par os pés 

Kawasaki z1000

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Motor: 1,043cc, 4 cilindros em linha, 4 válvulas por cilindro, comando duplo do cabeçote, refrigeração líquida
DiâmetroXCurso: 77MMx56 MM
Potência: 142 cv a 10.000 RPM
Torque: 11,3 kgf.m a 7.300 RPM
Câmbio: 6 marchas
Chassi: Dupla trava de alumínio 
Suspensões: Garfo telescópio na dianteira e monoamortecida na traseira, ambas ajustáveis em compressão, retorno e pré-carga de mola
Pneus: 120/70-17 na dianteira e 190¹55-17 na traseira 
Freios: Discos de 310MM com pinças de 4 pistões na dianteira e disco de 250MM com pinça de 1 pistÕ na traseira
Preço: R$ 51.990

Medições:

Aceleração de 0 a 100 km/h: 3s57
Frenagem de 100 a 0 km/h: 41,08 M

Gostamos:

  • Potência do motor
  • Freios

Não gostamos:

  • Banco 
  • Falta eletrônica embarcada

Honda CB 1000R

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Motor: 998CC, 4 cilindros em linha, 4 válvulas por cilindro, comando duplo no cabeçote, refrigeração líquida
DiâmetroXCurso: 75MMx56,5 MM
Potência: 125 cv a 10.000 RPM
Torque: 10,1 kgf.m a 7.750 RPM
Câmbio: 6 marchas
Chassi: Diamond em alumínio 
Suspensões: garfo telescópico ajustável em compressão retorno e pré-carga de mola na dianteira e monoamortecido ajustável em retorno e pré-carga na traseira
Pneus: 120/70-17 na dianteira e 180/55-17 na traseira 
Freios: Discos de 310MM com pinças de 4 pistões na dianteira e disco de 256MM com pinça de 2 pistões na traseira
Preço: R$ 45.000

Medições:

Aceleração de 0 a 100 km/h: 4s09
Frenagem de 100 a 0 km/h: 48,54 M

Gostamos:

  • Progressividade do moto
  • Pilotagem amigável

Não gostamos:

  • Falta potência
  • Falta eletrônica embarcada
Uma das marcas mais admiradas do planeta. A BMW hoje é dona também das marcas Mini e Rolls-Royce Motor Cars e anteriormente também da Land Rover, o atual Range Rover foi desenvolvido em grande parte pela marca germânica. Hoje a Land-Rover pertence ao Grupo Tata. Atualmente, o grupo BMW orientou firmemente sua visão para o setor de alto padrão do mercado internacional de automóveis e motos, reunindo quatro marcas: BMW, Mini, Rolls-Royce Motor Cars e BMW Motorrad. O grupo BMW tem atualmente 30 fábricas em 14 países

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