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Carros elétricos: combustão com dias contados, o planeta agradece

Parecia ficção, mas já virou realidade: a inovação dos carros elétricos, ao lado da maior eficiência dos motores convencionais, arrefece o vício no consumo de combustíveis  

Está em curso uma revolução silenciosa, e ela está sufocando o ronco dos motores a combustão. O mundo, finalmente, começa a deixar de lado, ao menos em parte, seu secular vício nos combustíveis fósseis. Segundo relatório da Agência Internacional de Energia (AIE), o respeitado órgão ligado á Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o pico do consumo de combustíveis para carros leves foi atingido.

Nos próximos 25 anos, a demanda de gasolina e diesel ficará estável e até poderá começar a cair, embora exista a expectativa de que 1 bilhão de novos carros entrem em circulação nesse período. A resposta para isso, segundo a agência, é eficiência energética. Os motores a combustão estão mais econômicos e potentes, e os carros elétricos estão acontecendo, nas palavras do diretor executivo da AIE, Fatih Birol. No ano passado, a frota mundial de elétricos somava 1,3 milhão de unidades, uma alta de quase 100% em relação a 2014.

Caso não haja nenhuma mudança significativa nas políticas que balizam a emissão de poluentes (como alguma decisão imponderável de Donald Trump), é possível que, em 2040, a frota de elétricos suba para 8% do volume total de carros em circulação. A popularização dos elétricos ganha força por causa dos subsídios governamentais, mas não apenas. A queda no custo das baterias e os ganhos de escala com o aumento na produção propiciam o surgimento de modelos mais acessíveis.

Depois de atingir o público endinheirado, o empreendedor Elon Musk, fundador da Tesla, quer chegar ao mercado médio dos carros elétricos com o Model 3, que deverá custar a partir de 35 000 dólares e começará a ser fabricado no ano que vem. Os esportivos á venda hoje pela fábrica não saem por menos de 70 000 dólares. O objetivo é produzir um modelo para competir com os rivais Leaf, da Nissan – o mais popular entre os elétricos -, Bolt da General Motors, Zoe, da Renault,e i3, da BMW. Nos Estados Unidos, o preço médio desses carros é equivalente ao de um sedã médio convencional.

O foco da pesquisa na indústria agora é aumentar a autonomia dos carros e reduzir o tempo de recarga. Há três anos, poucos veículos elétricos eram capazes de rodar mais de 150 quilômetros. Agora, a disputa é pelo alcance dos 400 quilômetros. Em uma tomada comum, a recarga é feita em até dez horas, BMW, Ford, Volkswagen  e Mercedes anunciaram um investimento bilionário para criar, juntas, uma tecnologia de recarga doméstica mais rápida. Enquanto isso, as próprias empresas do setor de petróleo adaptam-se para prosperar na nova realidade. A Shell anunciou que instalará pontos de recarga em sua rede de postos na Inglaterra.

excesso-falta-combustivel-11Apesar dos avanços, 70% da energia elétrica ainda é gerada a partir de fontes fósseis. Ou seja, o carro elétrico não polui, mas a energia que o alimenta sim. A boa notícia é que fontes alternativas e não poluentes, como a eletricidade produzida por meio de painéis solares e de turbinas eólicas, também aumentaram de importância e deverão continuar em alta nos próximos anos. Juntamente com as inovações da indústria automobilística, esses são sinais de que o mundo vai encontrando caminhos para reduzir a dependência em relação aos combustíveis de origem fóssil.

Como disse um xeque árabe, o fim da era do petróleo, a exemplo do que aconteceu com a idade da pedra, não virá com o esgotamento dos poços. Ainda haverá petróleo para extrair, o que faltará é demanda, afirma Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de infraestrutura. “Isso evidencia o erro brasileiro de ter adiado os leilões de petróleo quando o barril era negociado acima dos 100 dólares.”

A revolução dos elétricos desembarcou no Brasil timidamente. Embora o governo os tenha isentado do imposto de importação, seu preço continua proibitivo. O compacto BMW i3, o mais barato entre os elétricos disponíveis no mercado brasileiro, custa a partir de 160 000 reais.

Os supercarros da Tesla, que acabam de chegar por aqui, custam entre 700 000 e 800 000 reais. Havia a expectativa de o Leaf ser produzido no Rio de Janeiro, mas os planos foram adiados diante da revisão dos incentivos fiscais no estado. No Brasil, os elétricos e até mesmo os híbridos ainda são excentricidades. Há apenas 2 600 deles, ou menos de 0,1% do total de carros vendidos anualmente.

Informações Revista Veja


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